Concurso da Aldeia Mais Portuguesa
Remexendo no Baú “Memórias de Fernando Correia Soares
(c)”Concurso da Aldeia Mais Portuguesa
O Germano toca a
concertina.
A primeira
mandadora do baile de roda mandado de que há memória, foi a Ti Henriqueta
Machado, na era de 1917 e seguintes.
No concurso das
Aldeias Mais Portuguesas de Portugal, foi mandador do baile, José Romão da
Rocha Amarela, seguindo-se depois Joaquim Canhoto.
Os cantares a
despique foram pesquisados na Penina (hoje freguesia de Benafim) e cantados por
Manuel da Encarnação dos Soidos.
E a grande
manifestação cultural da aldeia de Alte, aconteceu no dia 4 de Outubro de 1938.
Faziam parte da
Junta de Freguesia, na altura José Montes de Oliveira Ramos – Presidente,
Francisco Sequeira – Tesoureiro e José Cavaco Vieira – Secretário.
De todas estas
personalidades a mais vocacionada para a cultura popular, era sem dúvida, José
Vieira, que nessa altura tinha 35 anos de idade, e, por isso, toda a
organização esteve a seu cargo. O tempo viria a confirmar tratar-se de um homem
de sensibilidade apurada, autêntico poeta da natureza.
Era regedor
António Cravinho e pároco da freguesia, Padre Leonel Diogo Ramos.
Exercia as
funções de Presidente da Câmara de Loulé, José da Costa Guerreiro.
No percurso para
a igreja, depara-se-lhes o cortejo alegórico que desfila pela estrada fora até
ao local onde hoje é o cemitério.
Eram animais
carregados com sacos de trigo e milho a caminho das azenhas do Ti Vitor, Ti
Salvador Pardal, Ti Manel Pedro (todas) junto à Queda do Vigário, e, este
último, diz a tradição que foi pertença de D. Nuno Alvares Pereira, do Ti António Martins e Chico da Palma, no Paço, já no pomar de Cima.
Outros animais
transportam utensílios de lavoura, arados, charruas grandes e vão preparar os
campos para novas sementeiras. (…) Com destino aos lagares de azeite do Maceta,
José Cândido Machado e Zé Pedro Rato passam “machos” carregados de azeitonas.
Para a Fonte
Pequena, local do mercado mensal de gado, seguem pela Rua Nova, hoje poeta
Cândido Guerreiro, rebanhos de cabras e ovelhas. (O signatário, com 12 anos de
idade, seguia atrás dum rebanho com um cordeirinho nos braços, acabado de
nascer).
(…) No adro da
Igreja são aguardados pelo pároco Padre Leonel Diogo Ramos e por muito povo. (…)
vira-se para o povo, enquanto a Banda Filarmónica Altense vai buscar 16
cavaleiros – “os ensaiados”, recambolescamente
vestidos, com barretes vistosos de papel de seda (…), montados em seus
cavalos
(continua)

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