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A mostrar mensagens de abril, 2017

Alte no "reino do Algarve" 2

Alte no "Reino do Algarve" 2 Extraído do livro - Na Roda do Tempo, de Isabel Raposo A ponte de Alte, sobre a ribeira do mesmo nome, já existia em 1840 e a estrada nacional que liga Alte a Loulé foi aberta a macadame no terceiro quartel do século XIX. Da ligação de Alte a S. Bartolomeu de Messines ficou concluído o troço pertencente ao concelho de Silves no último quartel do da quele século; a parte do concelho de Loulé só se concretizou depois da República. Nos caminhos para a serra, a circulação com carros de bois é impraticável e no barrocal a situação não é muito melhor. A maioria das pessoas desloca-se a pé e os transportes possíveis são os burros, os machos e os cavalos.   “Em Alte não há uma estrada transitável nem um caminho por onde se possa andar a cavalo. Carros só vêm aqui por castigo e nunca se atrevem a entrar na povoação, porque as ruas, escangalhadas e ladeirentes, encurvadas e estreitas, matariam quantas cavalgaduras por elas fossem obrigadas a puxa...

"7 Maravilhas de Portugal - Aldeias"

"7 Maravilhas de Portugal - Aldeias" Foram reveladas esta sexta-feira as candidatas às "7 Maravilhas de Portugal - Aldeias": de entre as 322 foram escolhidas 49. A seleção foi feita de acordo com sete categorias que serão tema de sete galas a serem transmitidas pela RTP a partir de 9 de julho. Todos os domingos serão apuradas duas aldeias finalistas em cada categoria. No dia 20 de agosto serão conhecidas as 14 finalistas que irão a votos. As maravilhas vencedoras serão anunciadas a 3 de setembro Aldeias rurais Alegrete, Portalegre (Alentejo e Ribatejo) Cachopo, Tavira (Algarve) Casal de São Simão, Figueiró dos Vinhos (Centro) Faial, Santana (Madeira) Manhouce, São Pedro do Sul (Centro) Paderne, Albufeira (Algarve) Sistelo, Arcos de Valdevez (Norte) Aldeias ribeirinhas Aldeia da Luz, Mourão (Alentejo e Ribatejo) Dornes, Ferreira do Zêzere (Centro) Escaroupim, Salvaterra de Magos (Alentejo e Ribatejo) Furnas, Povoação (Açores) ...

Alte no "reino do Algarve" 1

Alte no “reino do Algarve” Extraído do livro - Na Roda do Tempo, de Isabel Raposo No início dos sete séculos que decorrem desde a “Reconquista” do Algarve, em 1249-50, até à República, a população da freguesia cresce, primeiro lentamente, depois em ritmo mais acelerado, cortado por períodos de estagnação e de recessão e aumenta em seguida, velozmente, a partir do segundo quartel do século XIX. Ela não para de crescer até 1950, decaindo vertiginosamente, nas três décadas seguintes, como consequência do grande aumento da emigração. (…) A actividade marítima, comercial, piscatória cresce e as vilas e cidades algarvias voltam a crescer também. Grande parte da população vive aglomerada nos centros urbanos do litoral e do barrocal, na vila de Loulé, em 1505. (…) Os melhores solos agrícolas localizados, na sua maioria, em redor das aglomerações são quase sempre, propriedade da gente rica que nelas vive. É o caso do 8.º senhor d´Alte, João Mendes de Ribadeneyra , alcaide-mor de Loulé...

Alte e sua História , 2ªParte

Alte - Séculos XIII e XIV, a Formação do Senhorio d´Alte Extraído do livro - Na Roda do Tempo, de Isabel Raposo  “…A minha avó contava que havia ali uma porta grande da moirama, com um túnel grande que vai debaixo do chão além para a cerca do Zambujal. Esse túnel é todo em abóbada, em pedra. Com o tempo tapou-se, a gente já não conheceu aquilo. “ Houve aqui um ano de inverno, choveu muito, a terra embrandeceu e abriu-se ali uma grande boca, ali ao pé daquela alfarrobeira, ao pé da fonte. Eu fui lá com o meu cão, joguei uma pedra pelo túnel e o cão correu por ali adentro e levou uma remessa de tempo até voltar para fora. Agora está outra vez aquilo tapado.” (francisco Belchior, Torre). Também a Quinta do Morgado, na aldeia de Alte, terá sido ocupada na época romana. No cerro das Pedreiras, na margem esquerda da ribeira, quando se limpava o terreno para abrir o campo da bola, foi encontrada uma sepultura deste período, contendo ossos, um jarro de cerâmica, um pote que logo s...

Alte e sua História 1ª Parte

Alte e sua História , 1ªParte Povos e culturas que atravessaram o território “ Alte ” Extraído do livro - Na Roda do Tempo, de Isabel Raposo 1ª Parte Pelo território que é hoje a freguesia de Alte ( a Freguesia de Benafim separou-se da freguesia de Alte em 1988) passaram ao longo dos tempos, diversos povos e culturas. Ao Sudoeste da Península Ibérica  foram chegando  durante milénios, vagas sucessivas de  povos de origem continental , vindos do Norte e outros de culturas mediterrânica, chegados pelo litoral sul, que ali se confrontaram e cruzaram entre si e com as populações pré-existentes. (…) Desde há longa data – quase três milénios – o litoral algarvio foi assediado pelas  grandes civilizações do Mediterrâneo Oriental , (…) Importa referir que os vestígios dos povos que aqui viveram são quase sempre atribuídos pelos camponeses à moirama, como uma referência a tudo que é antigo e desconhecido, mas também como uma apologia aos  muçulmanos, o últim...

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Pisar chão

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Tirada do interior do carro  Matilha de cães aterroriza serra Há dois anos que uma matilha de cerca de 30 cães está a aterrorizar a população da aldeia de Tor, na zona do barrocal do concelho de Loulé. Ataques a animais em terrenos têm sido cada vez mais frequentes e há receio de que passem para as pessoas. A autarquia de Loulé garantiu, ontem, que o caso está identificado e a ser seguido pelo veterinário municipal, que tem estado a recolher os cães. Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/matilha-de-caes-aterroriza-serra Trouxe a notícia, para esta página, porque ontem (dia 4 Abril), preparava-me para iniciar a marcha/corrida na estrada que liga Alte à Nave dos Cordeiros, quando me deparei com uma matilha de 5 cães, em plena estrada. Por sorte, tinha o carro relativamente perto e rapidamente entrei nele, senão, dificilmente me livraria de passar um mau bocado (ou ficar sem um bocado!). Aqui fica o alerta para quem pretenda utilizar aquela estrada pa...

Concurso da Aldeia Mais Portuguesa de Portugal

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Narração histórica do “Concurso da Aldeia Mais Portuguesa de Portugal” À aldeia escolhida será atribuído o prémio “Galo de Prata”. Terminado o prazo 1 de Julho de 1938, foi publicada a lista das aldeias escolhidas, em 23.08.938. (,,,) Em 01.09.38 é visitada por um etnólogo a aldeia de Odeceixe. “É pobre, rude, mas tem um quê de cativante, simpático, português”,”…longe do mundo e das convulsões”. Em 03.09.38 cabe a vez de Alte. “Talvez que Alte, a outra concorrente do Algarve ainda seja mais castiça. É um amor de povoado. As casas branquinhas a mais não poder ser. Como em parte alguma, há o culto caseiro e louvável das plantas e das flores. Por dentro a sua alminha é também de muito admirar. Tem artes e industrias populares de boa feição e recomendam-se-lhe instituições características como o forno comum ( o forno de poia, assim chamado por ser o pão de poia que era dado ao forneiro em retribuição do seu trabalho). Em suma vai a torneio com belezas e virtudes de muitíssimo...

Concurso da Aldeia Mais Portuguesa

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Remexendo no Baú “Memórias de Fernando Correia Soares (e)”Concurso da Aldeia Mais Portuguesa Dilar das Dores (…) O dia já vai longo os estômagos reclamam o almoço. Dirigem-se para o Paço, no Pomar de Cima, onde ao ar livre é servido um almoço castiçamente tradicional. Papas de xerém com ameijoas, galinha de cabidela, “charrinhos alimados”, carne de porco com ameijoas, lulas recheadas, tudo regado com o bom e espirituoso vinha da Nave, que trepa mais veloz que o éter. A Doçaria tinha o seu lugar bem marcante – doces de amêndoas – carriços Dom Rodrigo, (…). Depois deste dia tão cheio de surpresas para os nossos visitantes, é-nos congratulante ouvir os comentários do cronista no Jornal de Notícias de 10 de Outubro de 1938: “… E esse espetáculo sem preparação, simples, espontâneo, saído da alma e do coração da aldeia e do povo, (…), tão lindo, tão nosso, tão português! Quem diria? Neste luxuoso álbum de visitas que, alusão às aldeias já visitadas) deslumbrantemente, fo...

Concurso da Aldeia Mais Portuguesa

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Remexendo no Baú “Memórias de Fernando Correia Soares (d)”Concurso da Aldeia Mais Portuguesa Membros do Júri do concurso da Aldeia Mais Portuguesa de Portugal  (arquivo Nacional da Torre do Tombo) Assiste-se depois ao casamento do Álvaro Esperança com Esperança do Carmo, à moda tradicional, (...) segue o cortejo nupcial com os noivos bem casados. Dirigem-se para a casa da noiva onde vai decorrer a boda. (…) No pátio do Silvinha um grupo de raparigas, fazendo renda, mantas de retalhos e bordados, vestidas com trajes tradicionais, cantavam. (…) No Largo, hoje José da Graça Mira, ferrava um “macho” do Ti João Cravinho, o ferrador Joaquim Governo. No princípio da Rua Nova, Joaquim da Mata ferrava uma égua do Adolfo Madeira. Na Rua do Forno, visitaram o forno de poia (assim chamado o pão que era dado em retribuição do trabalho de cozedura) do Alfredo Ligeiro, a cargo da Ti Esperança. Mais à frente e já na Rua Nova a Ti Guerreira, agarrada à pá do forno, retirava bolos de ...

Concurso da Aldeia Mais Portuguesa

Remexendo no Baú “Memórias de Fernando Correia Soares (d)”Concurso da Aldeia Mais Portuguesa (…) Mais acima, a Ti Evangelina Lopes com a gramaleja, torno e pião torce corda para um freguês da serra. Num campo aberto, o Ti Zé Guia da Estiveira , macera a pita e faz ripagem. Percorrendo todas as ruas da aldeia, em todas elas encontravam artesãos nas suas lides. Sentados nas ombreiras das portas o Ti João Cravinho fazia cestos de cana e o Ti Zé Guerrilha cadeiras de tábua. Os alfaiates António Ameixa, José Francisco e seu irmão Alfredo Madeira , acabavam jaquetas e calças à boca-de-sino: os caldeireiros Faz-Tudo, Pacheco e Chico Caldeireiro , martelavam tachos e cataplanas de cobre, moldam cântaros de lata e botijas para o azeite. Os irmãos ferreiros Joaquim e António Madeira , martelam o ferro e fazem enxadas, forquilhas, charruas e ferraduras. Os lagares de azeite de José Cândido Machado , Maceta e João Pedro Rato , moem a azeitona, espremem o bagaço e enchem os pot...